Perguntas frequentes sobre dente do siso

1. O que é um dente do siso incluso ou semi-incluso?

O dente do siso torna-se impactado devido à falta de espaço no arco dentário e o seu desenvolvimento e crescimento são suprimidos pela gengiva, o osso ao redor e dente vizinho. O terceiro molar é denominado de incluso quando está completamente retido no osso sob a gengiva, enquanto o semi-incluso está parcialmente retido.
Um dente incluso pode ser doloroso e levar a uma infecção. Na fase de erupção, dependendo da inclinação, é comum a dor aguda na gengiva ao redor do dente. Ela torna-se inflamada e sensível ao toque e é denominada de pericoronarite. Dificuldade de abrir a boca, dificuldade na mastigação e a formação de pus são alguns dos sinais mais comuns da pericoronarite.
Consulte-se com um especialista em cirurgia buco-maxilofacial. Uma solicitação de exames será feita para avaliar a presença dos dentes dos siso e sua posição na arcada óssea. Em muitos casos, um exame radiográfico com uma radiografia panorâmica pode ser suficiente para determinar o estágio de formação do dente, o seu tamanho e posição, e quais estruturas vizinhas podem sofrer algum tipo de interferência devido à presença dos terceiros molares. Em outros casos, uma tomografia computadorizada é necessária.

Existem vários motivos que justificam a dor devido ao dente do siso. Há casos em que ele não erupciona, ou seja, não rompe a gengiva e não vem à tona.

Dependendo da posição em que o dente do siso estiver, ele irá empurrar todos os outros dentes para fora do lugar e isso causa uma forte dor. Além do dente do siso não aparecer, ele ainda tirará os demais dentes do lugar, fazendo com que, no futuro, o paciente tenha que fazer um trabalho de correção, provavelmente com o uso do aparelho odontológico.

Quando ocorre essa movimentação dos dentes devido ao dente do siso, provavelmente o paciente sente algum desconforto.

Outro motivo de fortes dores é quando o dente do siso está pressionando o nervo. Quando ele não rompe a gengiva, pode pressionar os nervos dos dentes. Nossos dentes são repletos de ramificações nervosas e estão interligados entre si por essas ramificações.

O dente do siso, ao pressionar essa região, pode causar fortes dores que parecem irradiar pela boca toda. E ainda, pode-se sentir dor de dente quando o dente do siso tenta se ajeitar na dentição já existente.

Pouquíssimas pessoas têm espaço na sua arcada dentária para receber e acomodar o dente do siso sem que este empurre os demais dentes. Quando o dente do siso tenta encontrar seu espaço na arcada dentária, além da dor causada por empurrar os outros dentes, como todos ficam muito apertados, a chance de surgir uma cárie devido ao acúmulo de restos de comida entre os dentes é muito grande.

Se os dentes do siso não são removidos, alguns problemas podem aparecer, como:
  • Ausência de espaço adequado e suficiente pode ocasionar a impacção do dente de siso, fazendo com que ele não venha a irromper;
  • Dentes do siso parcialmente irrompidos, que apresentam uma recobrimento parcial de gengiva, resultam em um acúmulo de alimentos sob a gengiva, causando vermelhidão, inchaço, dor, mau hálito e abscesso;
  • Risco aumentado de desenvolvimento de cáries nos dentes posteriores devido à dificuldade de escovação e uso do fio dental;
  • Tratamentos ortodônticos, com o aparelho ortodôntico fixo, podem ter o movimento limitado devido à presença desses dentes;
  • Dentes impactados podem levar à formação de cistos, causando danos permanentes em dentes vizinhos, nos ossos e nervos.

A cirurgia de siso só pode ser realizada após uma cuidadosa avaliação do estado de saúde geral do paciente. Muitas vezes, uma profilaxia deve ser realizada previamente à cirurgia para remoção de placa e cálculo dentário, diminuindo os riscos de infecções.

A cirurgia é realizada sob anestesia local. Dentes que estão completamente irrompidos e presentes na boca podem ser removidos com mais tranquilidade quando comparados aos dentes parcialmente rompidos e dentes impactados.

No caso dos dentes impactos, incisões na gengiva e na mucosa devem ser feitas para que haja uma boa visualização do dente. Em alguns casos, pode ser realizada uma osteotomia, isso é, a remoção da parte óssea que recobre o dente impactado.

Além disso, também pode ser realizada a odontosecção do dente. Essa manobra tem como finalidade dividir o dente em porções menores, facilitando a sua retirada. Uma vez que o dente do siso é removido, as incisões são suturadas e fechadas com fios de algodão ou nylon, que devem ser mantidos em posição por sete ou dez dias.

A medicação pós-operatória deve ser seguida como prescrita pelo dentista.

  • Um leve sangramento pode ocorrer por algumas horas após a extração do dente. Para controlar este sangramento, coloque um pedaço de gaze limpa sobre a região.
  • Algum inchaço na região é esperado e pode ser diminuído com compressa de bolsas com gelo. Coloque um pedaço de gelo, envolto em um pano, e aplique-o sobre a região do dente por 10 minutos, seguidos por 20 minutos de descanso, e depois retome mais 10 minutos de aplicação. Repita esse processo nas primeiras 48 horas, ele pode minimizar de forma considerável o edema da região.
  • Evite bochechos ou cuspir durante as próximas 24 horas após a extração do dente, evitando o rompimento dos pontos e o deslocamento do coágulo que é necessário para total cicatrização da ferida cirúrgica.
  • Nos próximos dois dias, não ingira alimentos quentes e consistentes. Prefira alimentos a temperatura ambiente e que não exijam muito esforço mastigatório.
  • Escove todos os dentes normalmente, mas evite os dentes vizinhos diretos na região do dente extraído durante as primeiras 24 horas. No segundo dia, retome de forma suave a escovação de todos os dentes. Não use enxaguantes bucais, apenas se forem prescritos.

A extração é indicada em dentes que não têm espaço suficiente para erupcionar e se manter em uma posição favorável à mastigação e de fácil higienização. A extração também é indicada para dentes que podem ocasionar ou estão ocasionando os seguintes quadros:

  • Pericoronarite: inflamação da gengiva que recobre o dente, devido ao acúmulo de placa bacteriana entre a gengiva e o dente, ocasionando dor, inchaço, mau hálito e dificuldade na abertura da boca.
  • Cáries: devido à dificuldade de higienização dos dentes do siso, o acúmulo de resíduos alimentares leva à formação de cárie, tanto no terceiro molar como no segundo molar. Essas cáries podem evoluir de forma gradativa e imperceptível, até alcançarem a polpa do dente, provocando dor.
  • Doenças de gengiva e do periodonto: o acúmulo de placa associada à dificuldade de escovação provoca a infecção e inflamação do tecido gengival. Com tempo, essa inflamação atinge o osso, ocasionado perda óssea e dos tecidos de sustentação do dente.
  • Cistos e tumores: a infecção do tecido circunvizinho ao dente incluso pode levar à formação de cistos e tumores na região.
Os dentes do siso são mais fáceis de remover em pacientes mais jovens, pois as raízes ainda não estão completamente formadas e o osso ao redor do dente é mais poroso, diminuindo o risco de lesões ao nervo alveolar inferior. Esse nervo é responsável pela sensibilidade de alguns dentes, da língua e parte do lábio inferior.

Uma radiografia panorâmica e uma radiografia periapical é muito importante nas cirurgias de terceiros molares. Estas permitem a visualização do tamanho exato, completo e a forma do terceiro molar (posição da coroa, o número, o tamanho e a forma das raízes) como também permitem a visualização do nervo alveolar inferior e a proximidade que os terceiros molares estão desse nervo.

Nos casos de terceiros molares superiores, a radiografia panorâmica permite a visualização da posição destes dentes em relação à extensão do seio maxilar.

Visualizar a posição dos dentes em relação a nobres estruturas anatômicas permite um maior planejamento da cirurgia, um melhor ato cirúrgico e um melhor pós-operatório para o paciente.

Sim. As medicações prescritas ao paciente diminuem os riscos de infecção e inflamação, melhorando o pós operatório. O paciente deve informar se já está tomando ou se é alérgico a algum medicamento.

Quando a cirurgia é feita no consultório, o número de dentes a serem removidos depende muito da sua posição e complexidade.

Dentes com difícil acesso e abertura bucal insuficiente eventualmente acabam cansando o paciente, portanto uma segunda intervenção talvez seja necessária.

Nas cirurgias hospitalares, todos os sisos são removidos em uma única cirurgia.

A cirurgia de siso pode ser feita no consultório como também no hospital.
Quando a cirurgia é feita no consultório, a anestesia de escolha é local. Já no hospital, a anestesia é geral.
Com as associações de técnicas cirúrgicas tradicionais e contemporâneas, anestésicos modernos e um conhecimento aprofundado da anatomia local, os pacientes têm apresentado uma ótima recuperação do procedimento. Em casos de grande complexidade, um leve desconforto é esperado, porém o uso de medicamentos diminui o desconforto e acelera o pós-operatório e a recuperação.
O tempo cirúrgico pode variar de 10 minutos a 2 horas. Depende muito do caso (a posição do dente, quantos dentes serão removidos, etc.). Nenhum caso é igual a outro.
Em casos de dentes inclusos, é muito comum a realização da odontosecção, ou seja, o dente é dividido em duas ou mais partes. Esse procedimento facilita a sua remoção, preservando estruturas nobres adjacentes, como outros dentes, nervos e o próprio osso.
Uma inflamação local e fisiológica (decorrente do próprio organismo) é esperada em qualquer tipo de cirurgia. Nos casos de cirurgia dos dentes do siso, a diminuição dessa inflamação depende da habilidade do cirurgião, da posição dos dentes, do uso de medicação prévia e após o ato cirúrgico, e da resposta do próprio paciente.
Na maioria dos casos, apenas um dia de repouso é necessário.
A parestesia, isto é, a ausência de sensibilidade parcial da língua e do lábio, ocorre quando o nervo alveolar inferior é tocado. Esta parestesia pode durar semanas ou até meses. O uso de medicamentos e a aplicação de infravermelho e laser na região afetada podem acelerar a recuperação da sensibilidade.

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