Enxerto Osséo no Implante Dentário

Quando fazer o enxerto ósseo?

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O enxerto ósseo é uma fase precedente aos implantes dentários e é realizado somente quando necessário. 

Serve para aumentar a altura e a espessura do osso para que as próteses dentárias sejam colocadas. Por isso, o enxerto é realizado antes da inserção dos implantes, com tecido ósseo.

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Necessidade do enxerto ósseo

A região bucal é formada por estruturas ósseas que se desenvolvem em um equilíbrio delicado. A perda de um ou mais dentes causa o comprometimento desta estabilidade por reabsorção óssea. 

Isso porque o dente é um órgão dinâmico e uma falha pode causar defeitos na altura ou espessura dos processos alveolares, da mandíbula ou da maxila, afetando a região bucal como um todo.

Por isso, ao decidir por uma reconstrução com os implantes, alguns pacientes podem precisar realizar o enxerto ósseo como uma preparação para receber estas próteses. Isso porque além do lado estético, a perda de um dente pode ocasionar mudanças na estrutura óssea, que precisa ser saudável para que possa fixar os implantes dentários. 

Confira como esse processo acontece!

Causas da perda óssea

O início do processo de formação alveolar (gengiva e osso) acontece com a irrupção dos dentes e atinge sua altura máxima no final da dentição. 

Em caso de queda do dente ou fissura em algum dos ossos que compõem a região bucal, os ossos que dão sustentação ao dente perdem sua finalidade e, com o tempo, são reabsorvidos pelo organismo. 

Esse processo gera o definhamento da gengiva e dos tecidos que rodeavam aquele dente, porque não há nada que sustente a região afetada.

Esse é um acontecimento progressivo irreversível crônico. Ou seja, quanto mais tempo essa situação se mantiver, pior o quadro em geral e maior a necessidade de um enxerto ósseo.

Essas alterações resultam em mudanças estruturais no rebordo alveolar — a região ao redor do dente. O processo de reabsorção, no entanto, segue padrões diferentes na mandíbula e no maxilar, e as modificações na maxila ocorrem cerca de quatro vezes mais, quando comparadas com a mandíbula. 

Porém em ambas ocorrem sérias mudanças estruturais na região que envolve os dentes, com o comprometimento da saúde bucal como um todo.

O agravamento da reabsorção óssea está diretamente ligado à forma como acontece a perda dos dentes, como por exemplo:

  • reabsorção fisiológica por falta de estímulo (quando a região não é solicitada por muito tempo);
  • infecções periodontais (da gengiva) ou doença periodontal crônica;
  • procedimentos ortodônticos, implantes dentais ou extração de dentes mal sucedidos;
  • traumatismo na região bucal que atinge dentes e/ou a região alveolar.


A perda de volume ósseo na região bucal é causada por uma combinação de fatores, mas está diretamente relacionada à idade avançada, o que aumenta as chances do paciente precisar de enxerto ósseo. 

No Brasil, em que o envelhecimento da população é uma realidade, a saúde bucal é uma questão crônica e deve ser tratada de forma consciente e responsável.

Classificação das reabsorções ósseas

A reabsorção óssea pode acontecer em padrões horizontais ou verticais. A literatura médica classifica a reabsorção em sete tipos:

  • tipo I – reabsorção recente, com até 60 dias após a perda dentária, com os tecidos em diferentes estágios de maturação;
  • tipo II – ainda não há risco para o implante dentário, com poucas modificações da região alveolar, com altura e espessura próximas do normal;
  • tipo III – a altura mantém-se próxima da original, mas a espessura do alvéolo diminui em cerca de um terço após a extração ou perda do dente;
  • tipo IV – há perda vertical (altura) de um terço do osso alveolar e de quase metade da espessura da parede, com atrofia óssea;
  • tipo V – aumento da atrofia óssea, com perda significativa de altura e espessura do tecido ósseo alveolar;
  • tipo VI – a altura original do rebordo alveolar (região que circunda o dente perdido) mantém-se, mas a espessura está reduzida pela metade;
  • tipo VII – tanto a altura quanto a espessura do rebordo estão comprometidos e o osso foi totalmente reabsorvido.

Quando fazer o enxerto do osso?

O primeiro passo para determinar a necessidade de reconstrução de uma área bucal por meio de enxerto ósseo é a avaliação clínica, tomográfica e radiográfica do local. É só assim que é possível saber o estágio em que se encontra a região alveolar e indicar o tipo e grau de intervenção a ser feita.

Essa avaliação leva em conta, principalmente, o volume ósseo existente em relação ao volume ósseo necessário para um implante dentário e o comprometimento estético e funcional que pode existir.

Indicação da cirurgia de reconstrução óssea

Após os exames necessários, será indicado ao paciente realizar o enxerto ósseo nos seguintes casos: 

  • quando o volume ósseo é insuficiente para a realização de implantes dentários;
  • se o resultado estético, decorrente do enxerto, mostrar-se mais satisfatório;
  • nas ocasiões em que houver vantagens biomecânicas.

Os exames também apontam as possibilidades de tratamento para a reconstrução óssea. O tempo necessário para a incorporação do enxerto ósseo e implantação dentária, em casos de cirurgia de enxerto, é de três a cinco meses. 

Quando a espessura é inadequada, especialmente nas regiões anteriores, é possível fazer um enxerto para sobrecorreção do defeito. 

Quando a altura e a espessura gengival são impróprias para o implante, há mais de uma possibilidade de procedimento corretivo, para um melhor resultado. Em alguns casos, dois ou mais procedimentos podem ser necessários.

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