A região bucal é formada por estruturas ósseas que se desenvolvem em um equilíbrio delicado. A perda de um ou mais dentes causa o comprometimento desse equilíbrio, definido por formação e reabsorção óssea. Isso porque o dente é um órgão dinâmico e uma falha pode causar defeitos na altura ou espessura dos processos alveolares, da mandíbula ou da maxila, afetando a região bucal como um todo.

Causas da perda óssea

O início do processo de formação alveolar (gengiva e osso) acontece com a irrupção dos dentes e atinge sua altura máxima no final da dentição. Em caso de queda do dente ou fissura em algum dos ossos que compõem a região bucal, os ossos que dão sustentação ao dente perdem sua finalidade e, com o tempo, são reabsorvidos pelo organismo. A reabsorção do osso gera o definhamento da gengiva e dos tecidos que rodeavam aquele dente, porque não há nada que sustente a região afetada. Esse é um processo progressivo irreversível crônico, cumulativo e em espiral: quanto mais tempo essa situação se mantiver, pior o quadro em geral. Normalmente, a reabsorção média do indivíduo é de 25% no primeiro ano após a perda do dente, e de 0,2 mm a cada ano.

Essas alterações resultam em mudanças estruturais no rebordo alveolar (a região ao redor do dente). O processo de reabsorção, no entanto, segue padrões diferentes na mandíbula e no maxilar, e as modificações na maxila ocorrem cerca de quatro vezes mais, quando comparadas com a mandíbula, mas em ambas ocorrem sérias mudanças estruturais na região que envolve os dentes, com o comprometimento da saúde bucal como um todo.

Classificação das perdas ósseas:

A reabsorção óssea pode acontecer em padrões horizontais ou verticais. A literatura médica classifica a reabsorção em sete tipos:

Tipo I – reabsorção recente, com até 60 dias após a perda dentária, com os tecidos em diferentes estágios de maturação.

Tipo II – Ainda não há risco para o implante dentário, com poucas modificações da região alveolar, com altura e espessura próximas do normal.

Tipo III – A altura mantém-se próxima da original, mas a espessura do alvéolo diminui em cerca de um terço após a extração ou perda do dente.

Tipo IV – Há perda vertical (altura) de um terço do osso alveolar e de quase metade da espessura da parede, com atrofia óssea.

Tipo V – Aumento da atrofia óssea, com perda significativa de altura e espessura do tecido ósseo alveolar.

Tipo VI – A altura original do rebordo alveolar (região que circunda o dente perdido) mantém-se, mas a espessura está reduzida pela metade.

Tipo VII – Tanto a altura quanto a espessura do rebordo estão comprometidos e o osso foi totalmente reabsorvido.

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